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Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C), divulgada nesta quarta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50% da população paraibana com 25 anos ou mais de idade não tinha instrução ou contava apenas com o nível fundamental incompleto, em 2019. A estimativa, 53,2%, aponta que há 1,3 milhões de pessoas com esse nível de instrução, no estado (em 2016, a taxa era de 55,4%) O percentual, em 2019, está bem acima do observado na média do Brasil, de 38,7%, e é maior do que a média nordestina, de 49,1%.
Outros 9,5% eram formados por pessoas que tinham o fundamental completo e ensino médio incompleto; 24,0% por aquelas com nível médio completo e superior incompleto; e 13,3% haviam concluído o ensino superior (em 2016, essa taxa era de 11,4%). A análise é feita com base na faixa etária de 25 anos ou mais, por envolver as pessoas que já poderiam ter concluído o processo regular de escolarização.
O total de pessoas que não tinha instrução ou não concluíram o ensino fundamental era maior entre homens (57,2%), do que entre mulheres (49,8%), assim como entre pretos e pardos (56,2%), do que entre brancos (47,4%). No entanto, ao analisar a conclusão do ensino superior, a situação é invertida: o percentual é mais forte no grupo feminino (15,9%), do que no masculino (10,3%), bem como é mais expressivo entre pessoas brancas (18,8%), do que entre pretas e pardas (10,7%).
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Taxa de escolarização cai entre 2016 e 2019, ficando estável entre 2018 e 2019
Em 2019, a taxa de escolarização na Paraíba, ou seja, a proporção de estudantes de determinada faixa etária em relação ao total de pessoas daquele grupo, era de 28,4%, apresentando estabilidade em relação à 2018 e queda em relação à 2016 (29,8%).
Frente aos resultados de 2016, a escolarização aumentou até o grupo de para todas as faixas até o grupo de 4 e 5 anos, apresentou estabilidade estatística para a faixa de 6 a 14 anos, bem como redução para as faixas seguintes.
Apesar disso, houve aumento na taxa entre homens de 6 a 14 anos, posto que o indicador passou de 98,8%, em 2018, para 99,9%, em 2019, o que mostra que a escolarização abarcou quase toda essa população. Nessa mesma faixa etária, porém no grupo de pessoas brancas, também houve alta e o percentual passou de 99,5%, no início da série, para 99,9%, no último ano. Outro crescimento da taxa foi registrado entre meninas de 4 e 5 anos, classe em que a proporção aumentou de 91,1%, em 2016, para 97,3%, no último ano.
Média de anos de estudo cresce entre 2016 e 2019 no Brasil
A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, no Brasil, em 2019, foi 9,4 anos. De 2016 a 2018, essa média cresceu 0,2 por ano, com crescimento de 0,1 ano entre 2018 e 2019. Na Paraíba, a média de anos de estudo cresceu entre 2016 (7,4 anos) e 2018 (7,7 anos), tendo ficado estatisticamente estável em 2019 (7,8 anos).
Em termos regionais, Sudeste, Sul e Centro-Oeste mantiveram-se com uma média de anos de estudo acima da nacional – respectivamente, de 10,1, 9,7 e 9,8 anos – ao passo que as Regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média do País, com 8,1 anos e 8,9 anos, respectivamente. Além disso, todas as regiões tiveram um aumento entre 2018 e 2019, que variou entre 0,1 e 0,2 ano de estudo.
Frequência na etapa adequada para a idade
Cerca de 96,4% dos estudantes de 6 a 10 anos de idade estavam frequentando a etapa idealmente estabelecida, em 2019, segundo a taxa ajustada de frequência escolar líquida, calculada no módulo Educação da PNAD Contínua. O percentual ficou acima das médias nacional e do Nordeste, ambas de 95,8%.
Na faixa-etária de 11 a 14 anos, tendo em vista aqueles que estavam no final do ensino fundamental, a proporção cai um pouco no estado (85,2%), e fica abaixo do resultado brasileiro (87,5%), mas é maior do que o da região Nordeste (84,3%).
Já no grupo de 15 a 17 anos, a taxa dos alunos que estavam frequentando o ensino médio, fase idealmente estabelecida para a faixa etária, foi a 2ª menor do país, de 56,3%, maior somente do que a registrada em Sergipe (48%), e menor do que as médias do país, de 71,4%, e do Nordeste, de 63,3%. Nacionalmente, a Meta 3 do PNE estabelece que a taxa de frequência escolar líquida no ensino médio deve ser elevada para 85,0% até o final da vigência do Plano, em 2024.
Na classificação de 18 a 24 anos, a proporção dos que estavam no ensino superior foi de 22,5% no estado, indicador que ficou acima da média nordestina, de 19,5%, mas abaixo da média do Brasil, de 25,5%.
Postado por Redação
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