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Cansaço constante, falta de disposição e aquela sensação de que o dia já começou pesado mesmo antes de sair da cama: essa tem sido a realidade de muitas pessoas na vida moderna. Dormir bem, se alimentar corretamente e até se exercitar nem sempre garante energia para enfrentar a rotina. A verdade, segundo especialistas, é que a indisposição pode não ser apenas falta de força de vontade ou excesso de tarefas, ela é muitas vezes um sinal de desequilíbrio interno do corpo.
Para Francisco Kaiut, professor e fundador do método de Yoga que leva seu nome, o corpo envia sinais que raramente são ouvidos, e a energia genuína só retorna quando aprendemos a escutar e restaurar esse equilíbrio natural. "Hoje, vivemos em um ritmo que exige que a energia seja fabricada artificialmente, com café, otimismo forçado e produtividade tóxica. Mas a disposição genuína não se impõe ao corpo. Ela é uma consequência do equilíbrio", explica.
Cansaço virou rotina
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A sociedade contemporânea, alerta Kaiut, acabou naturalizando a fadiga. Entre longas jornadas de trabalho, excesso de telas e pausas inexistentes, o esgotamento físico e mental se tornou quase parte da rotina, muitas vezes ignorado ou mascarado.
"Sentir-se constantemente indisposto é o corpo tentando se comunicar. É uma linguagem que fomos ensinados a silenciar, mas se escutássemos mais o que o corpo nos diz, evitaríamos muitos desequilíbrios crônicos", afirma o especialista.
Yoga como ferramenta de escuta e equilíbrio
No método desenvolvido por Francisco, o foco não está na estética das posturas, mas na funcionalidade do corpo e na sua capacidade de reorganização interna. A proposta é oferecer uma forma de perceber os sinais que o corpo envia e entender o que ele precisa.
"O Kaiut Yoga não busca moldar o corpo. Ele oferece uma forma de escutar o que ele está tentando dizer. Quando essa escuta se estabelece, há um resgate da energia que é natural ao ser humano, a vitalidade volta não como resultado de esforço, mas como consequência da harmonia", afirma.
O professor reforça que a exaustão contínua não é um estado natural. "Não somos naturalmente cansados. A exaustão contínua é um sintoma de que algo está fora do lugar e o primeiro passo para sair desse ciclo não é mais esforço, e sim mais consciência", conclui.
Postado por O Globo
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