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Pedra da Boca completa 26 anos e será o primeiro parque da Paraíba com Plano de Uso Público

Pedra da Boca completa 26 anos e será o primeiro parque da Paraíba com Plano de Uso Público
Foto: Reprodução

O Parque Estadual da Pedra da Boca, localizado em Araruna, celebra neste sábado (7) seus 26 anos de criação com um marco importante para a conservação ambiental e o turismo de natureza na Paraíba. A unidade será a primeira do estado a contar com um Plano de Uso Público (PUP), instrumento que tem como objetivo ordenar a visitação, o uso das trilhas e o desenvolvimento de atividades educativas, recreativas e esportivas de forma planejada e sustentável.

Elaborado pelo Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o plano está em fase final de edição e deve ser publicado ainda no primeiro semestre deste ano. O documento estabelece diretrizes para a gestão da área protegida, define regras para o uso dos espaços naturais e contribui para garantir segurança aos visitantes, ao mesmo tempo em que fortalece a preservação ambiental.

Para a secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense, o Plano de Uso Público representa um avanço na política ambiental da Paraíba. “O plano organiza a visitação, orienta o uso responsável dos espaços naturais e fortalece a proteção do patrimônio ambiental. É um passo fundamental para conciliar conservação e turismo, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a população”, destacou.

Ao longo de seus 26 anos, o Parque Estadual da Pedra da Boca se consolidou como um dos principais símbolos do ecoturismo paraibano, atraindo visitantes, pesquisadores e praticantes de atividades ao ar livre. Suas formações rochosas imponentes, paisagens singulares e a rica biodiversidade fazem do parque um espaço estratégico para a educação ambiental e o turismo sustentável.

O gerente executivo de Áreas Protegidas e Biodiversidade, Thiago Silva, destacou que o Parque Estadual Pedra da Boca é um dos principais patrimônios naturais da Paraíba, com grande relevância ambiental, turística e educativa. Segundo ele, além de abrigar uma rica biodiversidade, o parque desempenha papel fundamental na valorização da Caatinga e no fortalecimento do turismo sustentável na região. 

“O Plano de Uso Público (PUP) é uma ferramenta essencial para organizar a visitação, garantindo que o acesso ao parque ocorra de forma segura e equilibrada, sem comprometer o meio ambiente. Com o PUP, a gestão do parque se fortalece, as ações educativas e recreativas ganham mais alcance e a população passa a vivenciar e valorizar esse espaço de maneira mais consciente”, afirmou.

Trilhas - A unidade ficou famosa pelas suas trilhas, entre elas a Trilha da Pedra da Boca, a Trilha do Cume, a Trilha da Integração, a Trilha da Mata do Gemedouro e a Trilha das Grutas. A unidade também integra um trecho da trilha de longo curso Caminho das Ararunas, iniciativa que fortalece o turismo de base comunitária na região.

Mais do que caminhos de acesso, as trilhas aproximam as pessoas da natureza, promovem a conservação ambiental e valorizam o patrimônio natural da região. Com diferentes níveis de dificuldade, as trilhas no Parque permitem desde caminhadas leves até percursos mais técnicos, atendendo a diversos perfis de visitantes.

Segundo o gerente operacional das Unidades de Conservação, Ocelyo Figueiredo, a prática de trilhas exige planejamento e responsabilidade. “Trilha não é apenas aventura. É preciso planejar o percurso, escolher trilhas compatíveis com o condicionamento físico, avisar alguém sobre o destino e o horário de retorno, além de utilizar equipamentos básicos como água, protetor solar e calçados adequados”, orienta.

O Parque Estadual - Além das trilhas, a Pedra da Boca é reconhecida nacionalmente como destino para a prática de escalada, com setores consolidados, como a Via Sacra, e vias que ultrapassam 100 metros de altura. O parque também apresenta potencial para atividades como observação da fauna, fotografia de natureza e astroturismo.

Fonte: Secom PB

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