Araruna Online
Últimas
Araruna: Prefeito Availdo Azevedo anuncia novas mudanças na equipe de governo a partir de 1º de junho Paraíba: Lucas Ribeiro preside audiência do Orçamento Democrático e destina mais de R$ 40,4 milhões para Catolé do Rocha e região Paraíba: Lucas Ribeiro reafirma prioridade da Ponte do Futuro e rebate críticas: “Na Paraíba todas as obras são importantes” Política: Aliado histórico de Cássio, Nilson Lacerda anuncia apoio à reeleição de Lucas Ribeiro Araruna: Grande Final do Campeonato Municipal de Futsal 2026 acontece nesta sexta-feira em Araruna Araruna: Araruna é destaque no 10º Salão do Turismo em Fortaleza e amplia sua projeção nacional Araruna: Araruna Moto Fest 2026 movimenta a capital paraibana do turismo de aventura com tradição, turismo e muito rock Assembleia Legislativa da Paraíba terá audiência pública para debater lúpus e fibromialgia Paraíba: Paraíba é terceiro estado do país que mais evoluiu na economia, segundo CLP Paraíba: Empreender PB lança 4º ciclo de inscrições de 2026 com vagas distribuídas em oito regiões do Estado Araruna: Prefeito Availdo Azevedo anuncia novas mudanças na equipe de governo a partir de 1º de junho Paraíba: Lucas Ribeiro preside audiência do Orçamento Democrático e destina mais de R$ 40,4 milhões para Catolé do Rocha e região Paraíba: Lucas Ribeiro reafirma prioridade da Ponte do Futuro e rebate críticas: “Na Paraíba todas as obras são importantes” Política: Aliado histórico de Cássio, Nilson Lacerda anuncia apoio à reeleição de Lucas Ribeiro Araruna: Grande Final do Campeonato Municipal de Futsal 2026 acontece nesta sexta-feira em Araruna Araruna: Araruna é destaque no 10º Salão do Turismo em Fortaleza e amplia sua projeção nacional Araruna: Araruna Moto Fest 2026 movimenta a capital paraibana do turismo de aventura com tradição, turismo e muito rock Assembleia Legislativa da Paraíba terá audiência pública para debater lúpus e fibromialgia Paraíba: Paraíba é terceiro estado do país que mais evoluiu na economia, segundo CLP Paraíba: Empreender PB lança 4º ciclo de inscrições de 2026 com vagas distribuídas em oito regiões do Estado
Todas as notícias

TJ proíbe invocação religiosa e uso de Bíblia em sessões da Assembleia Legislativa

TJ proíbe invocação religiosa e uso de Bíblia em sessões da Assembleia Legislativa
Foto: Reprodução

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta quarta-feira (4), julgar inconstitucional a expressão “sob a proteção de Deus” utilizada na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado, bem como a presença da Bíblia sobre a mesa diretora durante as sessões.

A relatoria do processo foi da desembargadora Fátima Maranhão, que acolheu o entendimento apresentado no voto-vista do desembargador Ricardo Vital de Almeida. A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho.

A decisão foi proferida no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Ministério Público do Estado (MPPB) contra dispositivos que tratam do Regimento Interno da Assembleia Legislativa.

De acordo com o MPPB, os dispositivos impugnados afrontam os princípios constitucionais da laicidade do Estado, da liberdade religiosa, da igualdade, da impessoalidade e da neutralidade estatal diante das religiões, previstos nos artigos 5º e 30 da Constituição do Estado da Paraíba, em simetria com os artigos 19, inciso I, e 37 da Constituição Federal. Argumentou ainda que as normas regimentais violam os princípios da legalidade, impessoalidade, isonomia e interesse público ao impor práticas de cunho religioso em ambiente institucional do Estado.

Em sua defesa, a Assembleia Legislativa alegou que a expressão e a presença da Bíblia possuem caráter meramente simbólico e protocolar, sem impor conduta religiosa ou obrigatoriedade de adesão, tratando-se de prática tradicional adotada em diversas casas legislativas do país.

No voto vista apresentado nesta quarta-feira, o desembargador Ricardo Vital de Almeida defendeu que a laicidade do Estado exige neutralidade absoluta do poder público em matéria religiosa. Para ele, não basta o Estado não ter religião oficial, é necessário que também não prestigie símbolos, textos ou expressões ligados a uma fé específica.

“Ao obrigar que um livro sagrado, específico de uma vertente religiosa, no caso a bíblia, deva permanecer sob a mesa diretora durante toda a sessão e ao impor que o presidente invoque a proteção de Deus para a abertura dos trabalhos, o Estado paraibano desborda de sua competência secular para adentrar na esfera do sagrado, sinalizando uma preferência institucional inequívoca”, afirmou.

Participaram do julgamento os desembargadores Márcio Murilo da Cunha Ramos, Saulo Benevides, Joás de Brito Pereira Filho, João Benedito da Silva, José Ricardo Porto, Carlos Beltrão, Ricardo Vital de Almeida, Onaldo Rocha de Queiroga, João Batista Barbosa e Aluizio Bezerra Filho. O desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos absteve-se de votar. Estiveram ausentes, justificadamente, os desembargadores Leandro dos Santos e Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.

MaisPB

Fonte: Redação