Profissionais acusam Cícero Lucena e Mersinho de não pagarem campanha
Cerca de 92 profissionais que atuaram na campanha de Cícero Lucena (MDB) para governador e do seu filho, Mersinho Lucena (PSD), para deputado federal, estão prestes a fazer um verdadeiro barulho para expor uma triste realidade pós eleições. Eles acusam Cícero e Mersinho de não pagarem os valores combinados pelo serviço prestado. E estão prontos para tomar medidas mais drásticas contra ambos.
O grupo afirma que trabalhou desde a pré campanha no projeto de Cícero e Mersinho e que eles não pagaram os valores da reta final. "Já cobramos o nosso direito de forma amigável, mas não temos resposta. Estamos atrás dos nossos direitos, porque trabalhamos de domingo a domingo por essas campanhas", disse uma das profissionais.
O grupo é composto por profissionais da produção, diretores, equipe técnicas, editores e maquiagem. De acordo com as informações, o valor total do débito chega perto de R$ 900 mil.
Uma campanha contrata empresas de comunicação para tomarem conta da candidatura, desde a estratégia de marketing à produção de todo material audiovisual, redes sociais e sinalização. Normalmente, os valores são repassados para estas empresas que ficam com a obrigação de pagar os profissionais contratados para atuação. Em alguns casos, mesmo quando o cliente ( o candidato) dá um calote, as empresas arcam com o pagamento.
Neste caso de Cícero e Mersinho, a produtora resolveu não se responsabilizar pelos pagamentos. E os 92 funcionários recebiam diretamente da campanha. O não pagamento acarreta prejuízo direto para cada um dos profissionais, que, numa campanha, renunciam todo o tempo disponível, incluindo finais de semana e feriados, para cumprir o ritmo intenso de uma disputa eleitoral.
É preciso saber se o MDB de Cícero e o PSD de Mersinho vão garantir este pagamento. O ex-prefeito ficou em terceiro lugar na disputa ao governo do Estado. Já o deputado federal Mersinho Lucena obteve pouco mais de 62 mil votos, que não foram suficientes, mesmo sendo mais votos do que dois dos eleitos, para garantir sua reeleição, em razão dos cálculos do coeficiente eleitoral.
Infelizmente, essa é ainda uma realidade para quem trabalha com marketing político. Na verdade, nenhum político deveria proceder desta forma. O pior é que isso não é privilégio de quem perde uma eleição, como é o caso de Cícero e Mersinho. Acontece, em alguns casos, até com quem ganha.
Fonte: luistorres.com.br