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Romero admite chance de disputar o governo da Paraíba, mas diz que decisão ainda é prematura e explica desistências anteriores

Romero admite chance de disputar o governo da Paraíba, mas diz que decisão ainda é prematura e explica desistências anteriores
Foto: Reprodução

Bases fortalecidas e estradas sendo pavimentadas para 2026. O nome do deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), continua sendo citado como provável candidato das oposições ao governo do Estado em 2026.

Em entrevista nesta segunda-feira (18), em Campina Grande, Romero Rodrigues, admitiu as chances de disputar o governo do Estado, mas deixou claro que ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão. O deputado deixou claro que a sua principal meta no momento é “fertilizar” as bases do Podemos nas principais cidades da Paraíba. Sem citar nomes, ele disse que o partido conseguiu eleger vários prefeitos, vice-prefeitos, mas o desafio agora, é “regar” bem essas bases para chegar forte no próximo pleito. A atenção com os gestores e presença nas cidades com destinação de emendas, segundo Romero, é o caminho para preservar a base aliada.

Sobre 2026, Romero reafirmou que ainda não tem certeza clara sobre sua candidatura nas eleições embora tenha confirmado que sua intenção principal é buscar a reeleição para a Câmara Federal. No entanto, o parlamentar não descartou a possibilidade de disputar outros cargos, como o Governo da Paraíba, dependendo dos rumos políticos do Estado nos próximos anos.

Em 2020, Romero Rodrigues foi um dos nomes mais cogitados para a disputa pela Prefeitura de Campina Grande, mas optou por apoiar a reeleição de Bruno Cunha Lima (União Brasil). Na eleição municipal, o deputado atuou como coordenador da campanha de Bruno, que foi reeleito prefeito da cidade. A postura de lealdade à família Cunha Lima foi elogiada, mas também gerou especulações sobre sua possível candidatura ao Governo da Paraíba.

Esta foi a segunda vez que Romero Rodrigues desistiu de uma candidatura em decorrência de negociações políticas com o governador João Azevêdo. Em 2018 ele abdicou de concorrer ao cargo e e 2022, também optou por não integrar a chapa socialista como vice, preferindo disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, onde atualmente cumpre mandato.

Romero explicou que decidiu não concorrer ao governo do Estado em 2018 porque pretendia entregar várias obras de seu mandato, a exemplo do complexo Aluízio Campos, a maior obra de sua gestão. Em relação ao 2022, ele argumentou que estava sem mandato e seria “complicado” integrar uma chapa majoritária quando estava “há dois anos no sol quente”.

Embora seu nome tenha sido ventilado para uma eventual corrida ao Palácio da Redenção, Romero continua mantendo em aberto suas possibilidades e destacou que, por enquanto, está dedicado ao mandato federal, sem definir ainda o que acontecerá em 2026. O parlamentar reafirmou que sua decisão será tomada de acordo com a conjuntura política do momento e com a orientação dos eleitores paraibanos.

Em 2018, quando ainda integrava o PSDB, o então prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, cogitou a possibilidade de deixar a chefia do Poder Executivo para concorrer às eleições ao governo do Estado. Uma das condições na época, foi receber o apoio dos principais partidos de oposição, incluindo o PV, do então prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Ao término do prazo final para desincompatibilização de cargo, Romero preferiu permanecer à frente do Executivo campinense.

Agora a conjuntura é outra e pelo menos sete nomes das oposições tem sido citados como prováveis candidatos ao Governo do Estado. Romero garantiu que independente do nome a ser escolhido, as oposições chegarão fortes em 2026.

“Pedro é um extraordinário nome. Se for Pedro vamos com ele não tem problema. Se for senador Efraim vamos com senador e Efraim também não tem dificuldade. Eu tenho o meu raciocínio é um pouco diferente ao invés de ser agora em janeiro de 2025. O meu nome também vai ficar circulando na Paraíba e quando for em 2026 a gente vê qual o melhor caminho a seguir. Porque, como eu disse, ninguém vai ser governador por imposição. Tem que ter aceitação da população. E a gente tem que consultar isso mais próximo do processo eleitoral, ” afirmou.

Severino Lopes

PB Agora

Fonte: Redação

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