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Educação

Enem 2026: confira 4 orientações para a reta final

Vinicius de Paula, diretor do Liceu Pasteur Start Anglo, dá dicas de estudo, controle da ansiedade e gestão do tempo antes do exame

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Enem 2026: confira 4 orientações para a reta final

Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes entram em uma das etapas mais importantes da preparação: a reta final. Além de revisar os conteúdos, é fundamental organizar a rotina, preservar a saúde emocional e desenvolver estratégias para enfrentar as provas com mais segurança e concentração.

Para Vinicius de Paula, diretor do Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School e do Colégio Anglo São Paulo, o momento exige equilíbrio e confiança no trabalho realizado ao longo do ano. Segundo ele, é importante evitar cobranças excessivas em relação aos conteúdos que não foram completamente assimilados e concentrar os esforços no que ainda pode ser aprimorado.  

“Não se cobrem excessivamente pelos conteúdos que não conseguiram estudar ou assimilar como gostariam ao longo do ano. Neste momento, o mais importante é manter a tranquilidade e direcionar os esforços para o que ainda pode ser aprimorado”, orienta o diretor.

Com planejamento, revisão direcionada e atenção à saúde emocional, os estudantes podem aproveitar melhor os últimos dias de preparação e chegar ao exame mais confiantes para demonstrar o conhecimento adquirido ao longo do ano. Assim, visando auxiliar os estudantes, ele elenca 4 recomendações para os últimos dias de estudo antes do Enem. Confira:

1. Confie no processo de revisão

Na reta final, é comum que os estudantes concentrem a atenção nos assuntos em que apresentam mais dificuldade e deixem de revisar conteúdos já estudados. No entanto, retomar o que foi aprendido também é importante para consolidar o conhecimento e reforçar a confiança.

De acordo com Vinicius de Paula, revisar os conteúdos permite identificar pontos que ainda precisam de atenção e chegar à prova com mais clareza sobre as próprias habilidades. A estratégia também ajuda a reduzir a insegurança e a evitar que a preparação se transforme em uma tentativa de aprender tudo de última hora.

2. Cuide da saúde emocional

A preparação para o Enem exige mais do que domínio dos conteúdos. Como o exame demanda concentração e resistência ao longo de várias horas, cuidar da saúde emocional é essencial para manter o desempenho durante a prova. 

O diretor recomenda que os estudantes evitem cobranças excessivas e reconheçam os avanços conquistados ao longo da preparação. Manter uma rotina equilibrada, respeitar os momentos de descanso e confiar no trabalho realizado são atitudes que podem contribuir para o controle da ansiedade.

“É muito importante que o vestibulando tenha tranquilidade. Ele precisa acreditar que está tendo a melhor preparação possível, pois, quando o aluno se cobra demais, isso gera ansiedade e pode dificultar a interpretação de um texto ou de uma questão, além de prejudicar a qualidade dos estudos”, afirma o educador.

3. Priorize a qualidade, não a quantidade de estudos

Nos últimos dias de preparação, tentar absorver o maior volume possível de informações pode tornar a rotina cansativa e aumentar o desgaste físico e emocional. Por isso, a recomendação é direcionar os estudos para as necessidades mais relevantes de cada estudante.

Segundo o especialista, resolver exercícios, assistir a videoaulas de revisão, esclarecer dúvidas e realizar simulados são alternativas para consolidar o aprendizado. Mais do que cumprir uma quantidade elevada de tarefas, porém, é importante analisar os erros, compreender as dificuldades e retomar os assuntos que exigem atenção.

Respeitar os próprios limites também faz parte da estratégia. Uma rotina realista, que combine estudo e descanso, tende a favorecer a concentração e o aproveitamento do tempo disponível.

4. Aprenda a administrar o tempo

Organizar o tempo é fundamental tanto durante a preparação quanto na realização do exame. Antes da prova, o ideal é estabelecer uma rotina que contemple períodos de estudo, descanso e lazer, evitando jornadas excessivas que comprometam a disposição e a concentração.

 "Em determinado momento, o vestibulando fica mais cansado e precisa saber lidar com o tempo disponível. Por isso, é melhor deixar as questões difíceis para o final. Você não pode correr o risco de errar uma questão que normalmente acertaria”, orienta Vinicius de Paula. 

A estratégia também merece atenção por causa da Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia utilizada na correção das questões objetivas do Enem. O modelo considera, entre outros fatores, a coerência do padrão de respostas do participante. 

Por isso, acertar questões difíceis e errar questões fáceis pode influenciar a nota de maneira diferente de um conjunto de respostas considerado mais coerente. Isso não significa, porém, que um erro em uma questão fácil comprove um chute: a TRI não avalia apenas a quantidade de acertos, mas também a consistência das respostas.

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