Governador Lucas Ribeiro abre 42º Salão do Artesanato Paraibano e assina crédito de R$ 800 mil para fortalecer setor
O governador Lucas Ribeiro abriu, nesta quinta-feira (11), em Campina Grande, a 42ª edição do Salão do Artesanato Paraibano e assinou o Termo de Investimento do programa Empreender PB, que vai disponibilizar uma linha de crédito de R$ 800 mil para artesãos participantes do evento. A edição traz a maior estrutura da história, com 6 mil metros quadrados, reunindo cerca de 500 expositores. O investimento é de mais de R$ 2,7 milhões.
O governador destacou que o Salão funciona como uma grande vitrine da produção artesanal paraibana. “Esse Salão é uma vitrine para aquilo que a Paraíba produz de melhor. São quase 30 dias apresentando nossa cultura, nossa criatividade e o talento do povo paraibano. Mais do que um evento, essa é uma política pública que gera emprego, renda e transformação social na vida das pessoas. O Governo da Paraíba investe na capacitação dos artesãos, abre novos mercados e fortalece o setor porque entende a importância econômica e cultural do artesanato para o nosso estado”, afirmou o governador.
Presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Camila Mariz destacou que a realização do Salão dá continuidade ao legado deixado pela ex-primeira dama Ana Maria Lins. “Hoje é uma noite de celebração, mas também de responsabilidade. Carregamos o legado de quem construiu esse programa com muito trabalho e proximidade com os artesãos. O nosso compromisso é continuar ampliando oportunidades, fortalecendo essa política pública e fazendo com que cada artesão se sinta valorizado e representado neste espaço”, destacou.
Com o tema “Bonecas de Pano – Arte de Viver, Vida de Brincar”, a edição homenageia artesãs bonequeiras de diferentes municípios paraibanos e reforça o papel do artesanato como instrumento de preservação da cultura, geração de renda e inclusão social.
A artesã bonequeira Arinha Ferreira Gomes, de João Pessoa, há mais de 40 anos produz bonecas de pano. Participando pela primeira vez do Salão em Campina Grande, ela comemorou o reconhecimento. “Está sendo maravilhoso porque é uma maneira de sermos homenageadas e de dar credibilidade ao que fazemos. Não é só vender uma peça. A gente deposita amor, carinho, dedicação e muito trabalho em cada boneca. Fiquei encantada com a estrutura, que está mais ampla e acolhedora”, relatou.
Além da exposição e comercialização de peças, o evento reúne gastronomia regional, apresentações culturais e espaços onde os visitantes acompanham de perto o trabalho dos artesãos. O artesanato paraibano também possui reconhecimento internacional por meio do Selo de Excelência da Unesco, concedido a peças que atendem aos mais elevados padrões de qualidade artesanal.
A gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), Marielza Rodriguez, destacou que a edição deste ano representa um marco na história do evento. “Em mais de 20 anos de Salão, esta é a maior edição que já realizamos. São mais de seis mil metros quadrados de estrutura construídos a partir de um trabalho coletivo, que envolveu diversas secretarias e parceiros. O mais importante é ver a confiança dos artesãos no programa, participando de um processo transparente e acreditando em uma política pública que valoriza o artesanato e transforma vidas”, afirmou.
Durante a abertura, o governador assinou o Termo de Investimento do Empreender Artesanato, ampliando o apoio do Governo do Estado aos trabalhadores do setor. Serão disponibilizadas 100 vagas por meio de uma linha de crédito específica para artesãos participantes do 42º Salão do Artesanato Paraibano, totalizando um investimento de R$ 800 mil para fortalecimento dos pequenos negócios e ampliação da produção.
Histórico - Criado em 2004, o Salão do Artesanato Paraibano tornou-se uma das principais vitrines da economia criativa do estado. Ao longo de suas 42 edições, o evento passou de 40 mil visitantes e R$ 154 mil em vendas na estreia para picos superiores a 220 mil visitantes e mais de R$ 4 milhões em negócios, consolidando-se como um importante instrumento de geração de emprego, renda e valorização da cultura paraibana.